Violência gratuita

By Flávio

Se alguém (ainda) tem alguma dúvida que essa nossa cultura de consumo tem qualquer chance de estar certa, por favor leia isso.

Infelizmente, enquanto nós ainda incentivarmos os excessos de sensação em cada momento, sem parar para pensar nas consequências; enquanto os pais ainda acharem que o que têm que prover aos filhos é puramente material e não exemplos morais, teremos que conviver com esses tristes exemplos da nossa natureza bárbara.

Os rapazes, na verdade, são coitados. Mendigos espirituais pulando de sensação em sensação. Quando resolveram ter mais essa sensação, passaram de uma linha que, para eles, já era tênue há muito. Espancar uma pessoa, liberar seus instintos selvagens sem nenhuma reflexão quanto às consequências foi só mais uma “onda”para eles, acostumados aos mais diversos prazeres e entorpescências na “nite”, na “balada” como se diz por aí.

É necessário que comecemos a acabar com a permissividade nessa cultura. E, não tenham dúvidas, isso só se faz se começarmos por nós.

Alguns dirão: “Mas nós não fizemos isso! Eles é que não têm limites.” É verdade, mas eles são o produto mais radicalizado da ideologia da nossa sociedade. O prazer imediatista, a sensação mais forte, a cultura da adrenalina. Enquanto continuarmos a incentivar todo o tipo de permissividade, desde o DVD ou CD pirata até os filmes e músicas imorais e violentos esse tipo de incidente será cada vez mais comum. Não se enganem. Isso acontece todos os dias, nos subúrbios e nas áreas mais pobres. Acontece sob as bençãos do Estado quando um policial invade a casa de um trabalhador honesto e massacra sua família sob o pretexto de que é necessário acabar com os traficantes. Também acontece quando um traficante “não vai com a cara” de alguém e, gratuitamente, o espanca ou faz coisa pior.

É necessário mudar. Se realmente quisermos, sejamos sérios e comecemos por nós mesmos. Cumpramos a lei. Especialmente naquilo que mais fere os nossos interesses e naquilo que consideramos insignificante. É pelas pequenas coisas que se começa a grande obra.

Flávio.

Uma resposta para “Violência gratuita”

  1. Simone Disse:

    Sim, amor! A reforma moral que almejamos inicia-se na nossa educação embasada em valores e virtudes, tão raras na sociedade hodierna.

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