Acabei de ler essa entrevista no blog do Sérgio Amadeu sobre os riscos que as patentes de biotecnologia representam para tdos nós.
Cada vez fica mais claro o engodo que é essa tão falada “propriedade intelectual”.
Esse modelo é unicamente baseado na ganância das pessoas, que acreditam que têm direitos exclusivos sobre “invenções” deles. Realmente, acredito que deva haver algum meio de compensar os “inventores” pelas suas contribuições ao avanço do conhecimento científico e cultural, mas esse mecanismo de criar direitos exclusivos é muito ruim, principalmente por errar o alvo e, na verdade, atravancar o processo de inovação e “invenção”.
Eu gosto de usar a palavra “inventores” entre aspas porque não há ser humano que invente coisas sozinho. Toda invenção é baseada em conhecimentos que foram adquiridos e que foram portanto “descobertos” por outras pessoas antes dela. Esse fato torna, para mim, a propriedade intelectual numa balela, invenção para enriquecer às custas dos nossos ancestrais e do resto da humanindade.
Uma idéia não pode ser de ninguém, justamente porque ela não o é! Explico: eu acredito que possa haver “propriedade” de um objeto material pelo simples fato de ele não poder ser copiado facilamente. Só uma pessoa pode ter o referido objeto. Com uma idéia é diferente. Se eu tiver uma idéia e explicá-la para alguém, ambos teremos o mesmo conhecimento, sem que nenhum dos dois perca qualquer coisa, inclusive ganhando, pois se a minha idéia tiver uma falha óbvia para ele, poderá me alertar e eu evitarei um problema.
É por isso que eu apóio o software livre e procuro usá-lo exclusivamente. É verdade que na minha área (design e animação para televisão), ainda faltam algumas praticidades, mas o ganho em liberdade e paz de espírito é muito grande para ser ignorado.
Dito isso, é necessário lembrar que apesar de discordar completamente dos mecanismos atuais, é necessário respeitá-los e utilizar-nos dos aparelhos que nosso sistema político nos oferece para modificar a situação.
Espero que o leitor compreenda um pouco melhor minhas posições pessoais depois dessa leitura.
Um grande abraço a todos.
Flávio.
Sábado, 2 dUTC Junho dUTC 2007 às 19:43 |
Nenhuma dúvida, tenho eu, de que a propriedade intelectual é mais um produto desse sistema falido e individualista, que é o capitalismo.
Como vc citou, o “inventor” deve ter seu mérito pela “invenção”, porém esta não deve ser usada, como mais uma ferramenta de manipulação, por quem lhe pagar a maior quantia (provavelmente a classe dominante), e sim estar a disposição de todos, para contribuir com a evolução humana.
O conceito de monopólio da propriedade intelectual, é totalmente individualista, egoísta e contrário à fraternidade, ao igualitarismo e a solidariedade humana, pois seria como o socorrista que cobrasse pelo atendimeno à vítima acidentada ou um padre que não orasse por seus fiéis, enquanto não lhe pagassem o dízimo, alegando que Deus não os atenderia. FORA A POPRIEDADE INTELECTUAL!!!
Sábado, 2 dUTC Junho dUTC 2007 às 19:53 |
É esse o espírito, meu caro, mas sem o radicalismo.
Temos que lutar contra essas injustiça, com certeza, mas dentro das diretrizes cristãs, procurando um sistema que não prejudique ninguém.
Domingo, 3 dUTC Junho dUTC 2007 às 23:17 |
Todo “inventor” tem o seu mérito, afinal, seu esforço e dedicação foram decisivos para a sua “descoberta”. Apesar de todo conhecimento humano ser derivado de “descobertas” anteriores, acredito que todos têm seu mérito pessoal. Por outro lado, esse mérito não justifica a exclusividade e, por conseguinte, a exclusão. Como o Rafa bem colocou, essa postura foi histórica e culturalmente construída através do sistema capitalista. Entretanto, o nosso querido autor deste blog trouxe uma questão fundamental para a transformação dessa cultura mundial – o radicalismo – que é a prova dos variados desequilíbrios que assolam o nosso planeta.
Abraços.
Domingo, 11 dUTC Novembro dUTC 2007 às 8:10 |
Quando se vende o que é abstrato, acaba-se por surgir o caos…
Muitos dos problemas que tempos por drivers geralmente são derivados disso, principalmente ao que está acontecendo aos EUA, eles mesmos estão se deglutindo em suas próprias idéias.
Idéias sempre surgem em toda parte do mundo, principalmente com repetições, por exemplo: quase todas idéias que eu tive no passado foram implementadas por pessoas que nem ao menos ouvir falar alguma vez, o que prova de certa forma que idéias são reinventadas e nunca surgem do zero, exemplos pra isso tem aos montes principalmente o email (eletronic mail).